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Ao chegar à toca de Varnor, Samuel foi recebido calorosamente. A luz suave que entrava pela entrada da toca iluminava os filhotes brincando despreocupados perto do pai, uma cena que contrastava com o peso das circunstancias.
— Samuel? Que honra rever o herói que salvou meu filhote. O que te traz à nossa toca? — perguntou Varnor, com um sorriso genuíno. — é por causa daquele lobo infiltrado? Juro que nunca vi aquele lobo antes em minha vida.
— N?o, n?o é isso. Você disse que queria falar comigo.
Varnor ergueu as sobrancelhas, lembrando-se do que queria compartilhar.
— Ah, claro. Filhotes, v?o brincar lá fora por um momento? Papai já se junta a vocês.
Os filhotes hesitaram por um instante, mas obedeceram ao pedido do pai, saindo da toca em meio a risadinhas e pulos. Assim que o silêncio voltou a reinar, Varnor indicou a Samuel que se sentasse.
— Preste aten??o, Samuel. O que vou te contar pode ser apenas uma suspeita minha, mas acredito que é algo que você deve saber.
Samuel inclinou-se ligeiramente, os olhos fixos no lobo mais velho.
— Quando alguns de nós foram capturados pelos ca?adores, pouquíssimos conseguiram escapar. Aqueles que n?o tiveram a mesma sorte foram levados...
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Ele fez uma pausa, respirando fundo, como se as palavras fossem pesadas demais para serem ditas.
— No entanto, antes que eu fugisse, ouvi algo. Dois ca?adores discutiam sobre um lugar. Eles chamavam de "A Fortaleza". Nunca ouvi falar disso antes, mas pelas palavras deles, parece ser onde est?o reunindo seus prisioneiros... e planejando algo grande.
Samuel estreitou os olhos, a mente já formulando conex?es.
— Você ouviu algo mais?
— Apenas fragmentos, mas o suficiente para me deixar inquieto. Eles mencionaram que n?o é apenas uma base comum. Parece que eles est?o tentando encontrar algo... ou alguém.
— Quem?
Varnor balan?ou a cabe?a.
— Isso eu n?o consegui descobrir. Mas pelo tom deles, parecia ser algo crucial para seus planos.
O silêncio entre os dois era quase sufocante. Samuel podia sentir a urgência nas palavras de Varnor, e uma nova determina??o come?ou a crescer dentro dele.
— Se isso for verdade, parece que n?o teremos tempo a perder — disse Samuel, sua voz séria.
Varnor assentiu, seus olhos refletindo preocupa??o.
— Samuel, eu confio em você. A Fortaleza n?o é apenas um lugar; é um símbolo do poder deles. Ir até lá sem estratégia é suicídio.
Samuel levantou-se, firme.
— Eu sei o que fazer. Obrigado pela informa??o, Varnor.
Enquanto Samuel deixava a toca, a sombra de uma miss?o ainda maior pairava sobre ele. O nome "A Fortaleza" ecoava em sua mente como um enigma, um desafio que ele sabia que teria que enfrentar.
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