Fuga noturna em dire??o à Guerra.
Depois do almo?o continuei sentado na mesa esperando meu pai, ele tinha me prometido me ensinar a escrita e a matemática, olhando para a janela, a neve continuava intensa a neve empilhada cobria as janelas, minha casa parecia algum refúgio pós apocalíptico,
Minha m?e estava colocando lenha em nossa lareira, parecia cena de algum filme ou de anime que assisti na minha vida anterior era bastante nostálgico
Olhando para o corredor, vi meu pai vindo em minha dire??o, ele estava com as m?os cheias com o que parecia ser livros e folhas, estava ansioso para saber como seria aprender a escrita, acho que seria bastante divertido aprender outra língua, n?o que eu n?o saiba a língua, eu apenas sei falar ela que é estranho meus pais já deveriam ter me ensinado a escrever, no mundo que vim os pais convencionais ensinam cedo para os filhos, nesse mundo devia ser diferente
Existe muita coisa que n?o sei nesse mundo, tive uma ideia brilhante, assim que eu sair de casa vou em busca de conhecimento e poder mas serei o mocinho que só faz o bem, nada de crimes
Mas antes de pensar nisso tudo, tenho que aprender a escrever e matemática
— Pronto Kaelen — disse meu pai jogando o que estava segurando na mesa, e se sentou na cadeira da mesa de jantar e continuou — Venha.
Estava na outra ponta da mesa, me levantei indo em dire??o ao lugar em que minha m?e costuma sentar, à direita do meu pai.
Sentando no lugar que meu pai mandou, vi algo parecido com uma caneta, mas tinha uma pena em cima, que eu me lembre, se chama Bico De Pena no meu antigo mundo usava muito isso nas épocas antigas, nunca cheguei a usar uma. Na mesa também tinha papéis meio amarelados e um recipiente pequeno com tinta preta dentro e um livro.
— Vamos come?ar pela língua e escrita Kaelen. — disse meu pai, depois de um breve momento continuou — Quero que você preste bem aten??o em tudo o que irei explicar, nunca fui bom ensinando ent?o se esforce para entender.
— A língua que falamos e que você irá aprender a escrever se chama Thaumarken — explicou meu pai, pegando o livro amarelado da mesa.
— Thaumarken? — repeti, e a palavra soou estranha.
Nunca tinha ouvido falar disso, e realmente é algo novo.
— A língua Thaumarken n?o tem um significado comprovado, mas, nos livros das Histórias e Lendas, dizem que o significado é algo sobre a Fala das Marcas. Dizem que nós, humanos, n?o nomeamos nossa língua por beleza, mas por fun??o — explicou meu pai. — Thaumarken n?o é apenas comunica??o. As consoantes s?o duras, porque Thaumarken nasceu em campos de batalha.
N?o tinha mais dúvidas, era algo novo e aparentemente muito difícil, se meu pai que nasceu nesse mundo e sempre falou a mesma língua acha difícil imagina para mim que vim de outro mundo.
Abri o livro, e o que vi me fez suar frio.
A escrita era linear, mas os símbolos em si eram estranhos e tinham uma geometria fria, pareciam rabiscos. Se essa escrita estivesse no meu antigo mundo, eram facilmente confundidos com códigos de barras rabiscados.
— Sua forma escrita é a Ordem. Ela foi padronizada pelos generais há séculos, baseada em línguas de campo de batalha. Por isso, a gramática é rígida, em cima de rigidez e elegancia. N?o há tempo para rodeios quando se dá uma ordem.
Ele apontou para o primeiro símbolo no pergaminho.
— Tente escrever a palavra A?o.
Como vou escrever uma coisa se n?o sei o alfabeto, você n?o sabe ensinar mesmo.
— Como escreve isso pai ? — perguntei co?ando a cabe?a.
— Vou soletrar para você, memorize: S-t-a-h-l — falou meu pai
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Stahl ? Essa palavra é estranha e nova para mim. Peguei o bico de pena. Eu sabia a palavra, mas tra?á-la era como tentar desenhar um cubo perfeito em uma folha amassada. Estava pegando diretamente do livro, n?o tinha como uma pessoa sem saber nada dessa língua escrever algo assim sozinho, tudo era muito confuso.
— Isto n?o é conversa de mesa, Kaelen. é decreto! — corrigiu Theron, paciente, mas mantendo o tom inegociável. — A escrita do Thaumarken exige uma disciplina geométrica. Cada linha reta, cada angulo, deve ser tra?ado com precis?o cirúrgica. Você está registrando comandos, n?o cartas. Se o tra?o é mole, o significado é mole. Tente outra vez.
Ent?o cada rabisco forte é como se fosse falando com autoridade e respeito ?
Interessante
Eu n?o estava só aprendendo a soletrar, também estava aprendendo a impor minha vontade no papel.
Algumas horas se passou.
— Estou sentindo dificuldade, Pai. Por que a escrita é t?o difícil? Por que n?o pode ser mais simples, como quando falamos? — perguntei, frustrado, após copiar frases sobre guardas e ladr?es.
Meu pai sorriu. — A ordem nas palavras, Kaelen, é uma lei que os humanos impuseram uns sobre os outros. é uma regra criada para ser obedecida. A escrita é a prova da sua disciplina.
Ele me empurrou uma nova folha.
— Deixe a dificuldade de lado por um momento. Ele me empurrou uma nova folha. — Vamos praticar o provérbio: Eigen zem, eigen legis (Terra própria, lei própria).
Olhei para a folha. O provérbio me atingiu. Eu n?o estava apenas aprendendo a escrever, estava reaprendendo a escrever também.
Um ano e meio se passou.
Faltavam poucos meses para o inverno acabar, um ano e meio se passou em estudos. Eu tinha completado oito anos.
Depois do inverno, irei voltar aos treinos de esgrima com minha m?e, minhas expectativas e de voltar mais esperto e finalmente derrubar ela, Na parte acadêmica, eu estava quase fluente na leitura do Thaumarken. Eu já sabia ler, lia bastante livros de história e da língua Thaumarken, tinha palavras que ainda n?o entendia. Minha escrita também melhorou, mas n?o era perfeita que meu pai exigia.
Eu acho que estou pronto para aprender magia, estudei muito nesses últimos meses, queria dar uma espiada naquele livro de magia do meu pai, iria demorar mais meio ano para ele me ensinar a magia, em minha opini?o eu já estou pronto quero muito soltar fogo pelas m?os igual meu pai fez, magia realmente é muito útil.
Comecei a escutar uns boatos a alguns meses sobre uma ra?a que está atacando vilas próximas sem motivo algum, alguns rumores dizem que s?o dem?nios mas também dizem que s?o Goblins, n?o sei qual ra?a realmente é, a ra?a desconhecida está atacando e saqueando vilarejos perto daqui, por isso tenho que aprender magia o mais rápido possível para conseguir defender os mais fracos, esse será meu lema a partir de hoje, vou usar isso contra o meu pai.
Espero que nunca achem esse vilarejo, por aqui é t?o calmo e confortável, ótimo para morar, n?o pretendo me mudar daqui nem t?o cedo.
Já estava anoitecendo, eu estava sentado à mesa enquanto meu pai lia o livro de magia. Eu havia terminado de revisar a última página do livro que meu pai me deu sobre a Língua Thaumarken.
Fechei o livro com firmeza e o empurrei para o centro da mesa.
Soltei um suspiro
Finalmente acabei esse livro, a língua Thaumarken parece que foi criada por um bebe que n?o sabia segurar um lápis — Pai — falei — Eu estou fluente na escrita e na fala da Língua Thaumarken, também sei matemática e já estou em uma idade boa para aprender algo novo n?o acha ?
Meu pai levantou a cabe?a.
— Eu estou pronto para aprender o que você me prometeu. Estou pronto para aprender magia.
Meu pai sorriu, mas o sorriso foi interrompido pelo som de batidas na porta.
No exato instante, um estrondo seco na porta de madeira da frente quebrou a frase de meu pai e n?o era vento.
Minha m?e que estava na cozinha, veio correndo para perto da gente e segurou no punho da espada, a espada ainda estava embainhada ela estava segurando a espada firme no punho e na metade da espada, a espada n?o estava na cintura, n?o entendi todo esse espanto, uma pessoa só bateu na porta.
— Quem está aí? — ela gritou, a voz tensa.
— Sou mensageiro do Reino de Glimoria — veio uma voz apressada e rouca. — é uma convoca??o!
Meu pai se levantou, pálido. Abriu a porta o suficiente para ver o Mensageiro, que parecia exausto pela viagem na neve. Ele era um Elfo, ele carregava um pergaminho com um selo dourado.
— Lord Theron — disse o elfo. — A Lady Alina Zephyris Mornhart solicita sua presen?a em uma reuni?o urgente. Há rumores de que criaturas estranhas est?o se movendo nas fronteiras.
— Você quer dizer dem?nios? — Meu pai perguntou.
— N?o sabemos — sussurrou o elfo, olhando rapidamente para mim. — Rumores de que est?o muito agressivos, enviamos exército de reconhecimento mas nenhum homem voltou.
Meu pai balan?ou a cabe?a e fechou a porta, fui para a janela e vi o Elfo montado em um cavalo de pelos escuros e indo embora
Meu pai n?o estava mais calmo, ele estava em um panico controlado, ele estava pálido sentado na cadeira olhando diretamente o pergaminho, ele estava todo enrolado e tinha um selo dourado, havia um desenho no selo, n?o sou t?o bom decifrando coisas mas tinha quase certeza que o desenho era uma espada.
— Lyra vamos conversar no quarto. — disse meu pai se levantando, ele caminhou lentamente até o quarto, minha m?e estava fazendo o mesmo.
O que será que tem escrito de t?o importante naquele papel ? o elfo disse que criaturas estranhas est?o se movendo nas fronteiras, a fronteira que ele se referiu e a fronteira desse vilarejo ? ent?o os boatos que ouvi realmente s?o verdade, qual a ra?a que está fazendo isso ?
S?o tantas perguntas mas sem resposta
Decidi ir até a porta do quarto dos meus pais para escutar a conversa, a curiosidade e mais forte que eu
Coloquei a orelha na porta e comecei a escutar, ele está lendo algo muito baixo, provavelmente é o pergaminho. — Eu preciso ir, Lyra. Se o Reino está envolvido, é grave — disse meu pai com um tom de fala mais alto.
— E eu vou com você — disse minha m?e. — Pagaremos alguem para ficar com o Kaelen
— N?o — Meu pai respondeu, sua voz firme. — Leve-o conosco.
Eu senti um frio na espinha, senti medo. Mas também fiquei animado.
— Arrumem o essencial! — falou meu pai. — Partiremos esta noite.
Mas ainda está nevando pouco mas ainda neva, já está no final do inverno ainda está frio mas n?o igual ao come?o, mas ir em uma jornada nessas condi??es ? ele está ficando louco ?
Eu corri para o meu quarto. Em poucas horas, minha vida vai mudar de treino de escrita para uma fuga noturna em dire??o a uma guerra.
— Filho ? — disse meu pai entrando no meu quarto — Arrume só o essencial para uma viagem rápida, sua m?e vai vim lhe ajudar.
— Certo pai — disse

